A
ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, negou hoje
(7) liminar (decisão provisória) no mandado de segurança apresentado
pela defesa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Ontem
(6), advogados de Cunha entraram no STF com uma ação para impedir que
investigados na Operação Lava Jato prestem depoimento como testemunhas
de acusação no processo no Conselho de Ética da Casa. A ação chegou ao
STF depois que os integrantes do Conselho de Ética pediram ao ministro
Teori Zavascki, do STF, autorização para que delatores da operação
prestem depoimento ao conselho.
Segundo a defesa de Cunha, a investigação no conselho trata de
suposta declaração falsa dada pelo presidente da Câmara à Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras sobre a titularidade de
contas não declaradas na Suíça. Para a defesa de Cunha, os delatores são
“suspeitos e impedidos” de atuar na representação porque pretendem se
beneficiar criminalmente e não têm relação com o processo disciplinar.

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