Uma
mulher de Goiânia interrompeu a gravidez de 25 semanas – cerca de seis
meses – após obter na Justiça o direito de abortar. Nos exames
pré-natais, o bebê havia sido diagnosticado com Síndrome de Edwards,
doença genética que causa uma série de más-formações e cuja expectativa
mediana de vida varia entre 2 e 14 dias, de acordo com estudo publicado
na Revista Paulista de Pediatria.
Depois de constatar que seu bebê teria a enfermidade (a segunda
trissomia autossômica mais comum no mundo, acometendo um a cada 7,5 mil
nascidos vivos), a gestante recorreu ao Judiciário, sustentando que o
feto não sobreviveria após o parto e que ela própria, se levasse a
gravidez adiante, estaria sujeita a desenvolver doenças psicológicas. O
juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, julgou
o pedido procedente – contrariando o posicionamento do Ministério
Público, que se manifestou pela extinção do processo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário