Ao
pedir a prisão do pecuarista José Carlos Bumlai, a força-tarefa da Lava
Jato citou um trecho do depoimento prestado por Valério em setembro de
2012 à Procuradoria-Geral da República. De acordo com o Correio
Braziliense, na reta final do julgamento no STF, o empresário mineiro
tentou, sem sucesso, um acordo de delação premiada – um mês depois a
Corte o condenou a 40 anos de prisão, pena que foi reduzida
posteriormente com a anulação da sentença pelo crime de quadrilha.
Valério afirmou na época que foi informado pelo ex-secretário-geral
do PT Silvio Pereira que o pecuarista havia captado empréstimo de R$ 6
milhões no Banco Schahin e depois ficou sabendo que esse montante foi
transferido para Ronan Maria Pinto, empresário de Santo André (SP) que
estaria chantageando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os
ex-ministros José Dirceu e Gilberto Carvalho no episódio envolvendo o
assassinato do ex-prefeito da cidade Celso Daniel (PT), em 2002.
Após ser preso, em novembro do ano passado, Bumlai admitiu em
depoimento que o empréstimo de R$ 12 milhões captado em 2004 no Banco
Schahin foi repassado para o caixa 2 do PT e metade desse valor
transferido para Ronan Maria Pinto.
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